quarta-feira, 27 de junho de 2012
Sudtirol e o Norte da Itália
Quadro acima: Eduard Schönfeld (1839–1885): Weinernte in Südtirol / Wine harvest in South Tyrol (Oil on canvas, 60 x 85 cm)
Paul Linke (1844-1917): Landschaft aus Südtirol mit Blick auf die Marmolata
domingo, 24 de junho de 2012
Honra, nós sempre a teremos!
A definição clara das peculiaridades, das características, dos valores próprios – numa palavra, da “personalidade” – de cada sociedade humana, é um ponto importante da verdadeira concepção de uma sociedade católica. Todas as coisas existentes no mundo têm um significado simbólico, que exprime uma perfeição divina. Ora, os melhores símbolos das perfeições de Deus nesta Terra são os próprios homens, que foram criados à sua imagem e semelhança, e as sociedades por eles constituídas. Os agrupamentos humanos, enquanto tais, devem fazer resplandecer as perfeições divinas de que são depositários, devem cercar-se de símbolos que exprimam os seus valores peculiares. Assim os outros homens e seus próprios membros neles poderão melhor contemplar uma imagem de Deus. É portanto, para dar gloria a Deus que cada agrupamento social deve ser desejoso de manifestar abundantemente a sua “personalidade”.
O contrário deste ideal de uma justa e rica “personalização”, que tanta glória dá a Deus, está na falsa modéstia de certas pessoas, que numa compreensão errônea da humildade, só pensam em “se esconder”, deixando assim , de dar um bom exemplo que tinham obrigação de dar, e, portanto, de realizar um apostolado que a Providência delas pedia. Uma autêntica concepção de humildade, segundo a Igreja Católica, ensina que há numerosas ocasiões em que no "esconder-se" não há manifestação de humildade, mas sim de pusilanimidade, de preguiça, de covardia, ou – quem sabe? – de orgulho. Isto, que é verdadeiro para os indivíduos, também o é, mutatis mutandis, para os agrupamentos sociais.
Na Idade Média, as sociedades procuravam manifestar-se de num modo muito visível e abundante: possuíam trajes característicos, músicas, emblemas próprios; tinham, às vezes, um modo particular de se exprimir e até de falar, instalavam-se em belas sedes, festejavam os feriados e realizavam suas cerimônias. Numa emulação que, bem compreendida, só pode ser fator de ânimo e de incentivo para a virtude, cada entidade procurava sobrepujar as suas congêneres, atraindo a atenção dos espíritos, sobre seus valores próprios, suas características, suas realizações, seus feitos tantas vezes gloriosos e heróicos.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Talian - dialeto Ítalo-Brasileiro

Sotaque do Bairro da Mooca
Crédito da foto:
http://olhonamooca.blogspot.com.br/
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Italianos! Para a América! Famílias Miorin e Doratiotto
Quem conhece bem o povo italiano
e seus descendentes, sabe muito bem o quanto os laços familiares são
importantes e o carinho que uns tem com os outros. Emotivo, carinhoso, falar em
separação de família é coisa que choca muito.
O fato é que, mesmo derrotado,
Napoleão já havia disseminado o germe revolucionário pela Europa. E além disso,
correntes revolucionárias continuaram a sacudir a Itália, bradando por sua
unificação, provocando muitas guerras internas. Os anos se passaram.
A família Miorin vendeu suas
terras e negócios e veio para a América (o Brasil,
como chamavam na época), Eram, mais ou menos, 90 pessoas que embarcavam para o Brasil, trazendo uma mala cheia de dinheiro austríaco.
Algumas notas desse dinheiro está guardado com meu Tio Dyrceu, pois apesar de
não ter valor financeiro, tem um valor sentimental muito grande. Assim fez
também a família Doratiotto e outras tantas famílias italianas do norte e do
sul da Itália.
Chegando em Gênova desembarcavam.
Os primeiros navios que partiram para a América eram a vela, e demoravam por
volta de três meses... Mas estes agora em que meus descendentes estavam aguardando
já eram navios a vapor, demoravam apenas um mês para chegar ao Brasil.sexta-feira, 1 de junho de 2012
Saudade e a origem da letra itálica
O mundo já conheceu várias formas de escritas. Antigamente havia até escolas de caligrafias onde se aprendia a letra tipo bastão, a letra de forma, a letra corrida, a letra desenhada, a letra decorada, etc. Até uns anos atrás a letra gótica era usada pelos povos germânicos nos seus livros.
O alfabeto latino, também conhecido como alfabeto romano, é o sistema de escrita alfabética mais utilizado no mundo. Utilizado pelos romanos a partir do século VII a. C., derivou do alfabeto etrusco, que por sua vez evoluiu a partir do alfabeto grego.sábado, 26 de maio de 2012
Tratado Germânico - Imigração - Cidadania Italiana
domingo, 13 de maio de 2012
Itália indescritível
domingo, 6 de maio de 2012
As janelas de outrora
Meus avós paternos já haviam mudado de casa algumas vezes, mas jamais sairam do Bairro da Mooca, na capital de São Paulo. Numa dessas mudanças, há muitos anos atrás, foram morar na Rua Siqueira Bueno (uma das ruas principais do bairro). Quando meu pai me levava para ir visitar meus avós, eu olhava com admiração uma grade de madeira que havia na janela que dava para o quintal. A grade estava muito bem feita, com pequenos vãos de tal forma que quem estava dentro via quem estava fora, mas quem estava fora não via quem estava dentro. Achava isso muito interessante. Atribuia isso ao capricho do meu avô que sempre fazia as coisas com precisão e arte.
“Ao povo - a Constituição Política do Império garante o direito de propriedade em toda a sua plenitude; e se é isto verdade incontestável, é igualmente certo que a câmara municipal não pode obrigar os proprietários a tirarem ou mudarem as rótulas dos seus prédios; e fazendo-o comete um escandaloso atentado contra a Lei Fundamental do Estado. A lei não pode ser retroativa; nem pode condenar ou proibir hoje o que se consentiu que se fizesse ontem; não pode alterar aquilo cuja fatura permitiu. A câmara não pode dar padrões para as construções; mas abusa do seu poder ordenando a alteração da forma dos prédios, contra os interesses dos proprietários. o povo tem o direito de resistência contra ordens ilegais; deve opor-se a este escândalo.OBS: Na foto acima, a casa de minha avó paterna com as rótulas. Minha avó Zilda no meio com suas duas irmãs Ismênia e Eduarda. O seu irmão Jorge não está na foto. O homem é marido da Eduarda e chamava-se: Francisco D'Assis Monteiro de Castro, vulgo "nene" (sub-delegado regional do Bairro do Belenzinho, Capital de São Paulo).
sábado, 28 de abril de 2012
A avó materna de minha mãe e Santo André Corsini
André, de “lobo” transformou-se em “cordeiro”, e de “cordeiro” em “pastor”.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Familia Addeu recebe homenagem
"Prezado Senhor,
A Moóca completa em 2012 o seu 456° aniversário e, como parte das comemorações, criamos o Título da "Família Amiga do Bairro" com o objetivo de homenagear aqueles que diretamente ou indiretamente trabalham pela valorização de sua história, costumes e tradições. Esperamos que essa singela homenagem sirva não apenas como uma prova do nosso reconhecimento, mas também como incentivo para a manutenção e fortalecimento das atividades comunitárias e cívicas que garantirão a transmissão da cultura local às futuras gerações. Cordialmente. Adilson Amadeu - Vereador."

Eu já tinha feito esta postagem em abril de 2012. Porém alguns meses depois a Família Miorin (de minha mãe) também recebeu homenagem por ser uma Família que cultiva sua história, costumes e tradições. Quem recebeu esta homenagem foi meu tio Dyrceu. (Este post-scriptum foi postado no dia 21 de agosto de 2012)
sexta-feira, 23 de março de 2012
Nomes de ruas de minha familia - Mapas
http://branchedorfamilia.blogspot.com.br/2012/02/nomes-de-ruas-de-minha-familia.html
Agora trago abaixo dois mapas da localização das mesmas:

quarta-feira, 14 de março de 2012
O Burgo de antanho e a Marca Barbante
Certamente os mais jovens não ouviram falar a expressão “marca barbante”. Em outros tempos, a produção de cerveja no Brasil era artesanal. Apesar de ser utilizado cevada importada, não tinha a qualidade das cervejas alemãs. Essas cervejas nacionais feitas artesanalmente eram armazenadas em garrafas fechadas com rolha. Acontecia que, por muitas vezes, devido à má pasteurização e a fermentação, a rolha não agüentava a pressão e “explodia”. Para evitar esse tipo de perda amarrava-se a rolha com um barbante. Como essas cervejas não tinham boa qualidade, começou-se a chamar de “marca barbante” tudo aquilo que não era muito bom. Daí a expressão muito usada até uns anos atras: “Marca Barbante”.Como seria a cidadezinha de São Paulo pelos idos de 1852? Os cronistas já procuraram reconstruir-lhe o aspecto. Era despovoada e suja. Modorrava ao sol.
Boiadas rumavam para os campos realengos do Ibirapuera. Pelas ruas transitavam os carros de bois carregados de cereais, de lenha, de terra, de pedras, de madeiras para construções.
O ano de 1872, foi de grande progresso que alvoroçou o paulistano. Inauguraram-se os lampiões a gás e logo depois as “diligências por trilhos de ferro”.
O serviço de bondes, propriamente puxados a burro, só se iniciou a 2 de outubro de 1872, na presidência de João Teodoro. Eram minúsculos, muito estreitos e comumente tinham três bancos. os maiores contavam cinco. Só em 1887 foi inaugurada a linha do Brás, “partindo da estação seis bondes embandeirados até o ponto final que era a estação do norte”.
Nos últimos tempos da monarquia, trafegavam 34 carros de passageiros e 9 de carga. havia linhas para a Liberdade, Moóca, Brás, Marco da Meia Légua, Luz, Santa Cecília e Consolação. Os carros tinham sete ou oito bancos, e eram puxados por um ou dois burros.
Em tão ditosos tempos, os grandes passeios que se podiam fazer de bonde em São Paulo eram dois. a primeira dessas excursões no “Marco da Meia Légua”, pelos confins do Belenzinho, na estrada da Penha. O Marco constituía uma espécie de recanto campestre. havia por lá umas chácaras, numa das quais morava um pacato e bonachão germânico, o João Boemer, que possuía uma fábrica de cerveja chamada “cerveja da penha”, a 500 réis a garrafa! A estrangeira ou a do rio - marcas Pá, Viena, Franzizkaner - eram vendidas a 1$500 (um mil e quinhentos contos de réis)! vejam: coisa só para rico...
O outro passeio era a “volta da consolação”. assim se chamava o circuito do bondezinho que rodava pela rua Dona Maria Antônia, indo da rua Dona Veridiana para a da Consolação, por onde regressava à cidade e vice-versa. A rua Dona Maria Antônia - descrevem-na os que a viram - era um bonito pedaço de estrada barrenta, ornada de vegetação luxuriante e barranqueiras pitorescas. De lá se avistava a cidade, ao longe.
Na rua da Consolação, mais ou menos da igreja para cima, não havia calçamento, e era toda enxameada de casinholas miseráveis, que rareavam à proporção que a gente se aproximava do Cemitério da Consolação, completamente fora do perímetro urbano. Aquilo por ali já era mato. basta dizer que, ao redor do campo santo, havia uns capões densos e cerrados, de causar medo, onde se escondiam bichos e onde o paulistano, nos dias de domingo, ia caçar perdizes.
Depois do cemitério, estendia-se a velha estrada de pinheiros, verdadeiro sertão bruto! Quem se arriscasse por ali tinha de ir bem armado, do contrário, corria perigo. De noite, então, nem é bom falar. Não havia valentão que se atrevesse. A coisa era de pôr os cabelos em pé.
Os bondezinhos puxados a burros rolaram pelas nossas ruas até o dia 3 de maio de 1900, quando foram substituídos pelos carros elétricos da light. A linha Ponte Grande - Santana funcionou ainda por algum tempo.
Os bondes movidos a eletricidade chegavam até a Ponte Grande. Daí até Santana os passageiros iam nos calhambeques da Empresa de Bondes de Santana. Os famigerados bondezinhos de burros, apesar dos pesares, prestaram bons serviços, embora de vez em quando, “os distintos cavalheiros de cartola e colarinho duro” tivessem de descer para rebocá-los sobre os trilhos. E isso rolou durante mais de 20 anos, portanto até o começo daquele século. Foi quando os paulistanos, diante do surto sempre vertiginoso da cidade, que crescia e começava a progredir a olhos vistos, passaram a reclamar transportes melhores e adequados. A grita era grande. Dali a pouco, a Light & Power encampava os serviços.
A última linha de burros foi a de Santana, uma empresa à parte.
(São Paulo dos Nossos Avós – Raimundo de Meneses)
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
La Ligrie, L'Allegrie e o LADINO
No Norte da Itália, além do idioma italiano e seus respectivos dialetos, também há um outro idioma utilizado, de origem muito antiga, chamado LADINO. Note que o LADINO, não é uma variante do italiano e nem um dialéto, mas um idioma próprio.O LADINO (ladino em italiano, ladin em ladino, ladinisch em alemão) é uma língua reto-românica falado por 55.000 pessoas nas montanhas dos Alpes Dolomíticos da Itália entre as Regiões do Trentino-Alto Ádige e do Vêneto. Porém é língua oficial nas Províncias autônomas de Bolzano e Trento.
Dou um exemplo da língua ladina:
A Oração “Pai Nosso” em Ladino: “Pere nost, Che t’ies em ciel, al sie santifiché ti inom, al vegne ti regn, sia fata tia volonté, coche en ciel enscì en terá.”
A Oração “Pai Nosso” em Latim: "Pater noster, qui es in caelis: sanctificetur Nomen Tuum; adveniat Regnum Tuum; fiat voluntas Tua, sicut in caelo, et in terra."
A Oração “Pai Nosso” em Italiano: “Padre nostro che sei nei cieli, sia santificato il tuo Nome, venga il tuo Regno, sia fatta la tua Volontà come in cielo così in terra.”
Para poder explicar melhor recorremos à “Wikipédia, a enciclopédia livre” na internet.
Depois da caída do Império Romano, o idioma Ladino – que era falado em todo o arco alpino da Récia Romana - foi perdendo terreno frente às invasões bárbaras. Para o ano 1000, o ladino estava reduzido nas áreas do atual Alto- Ádige. Atualmente se encontra consolidado ao redor dos Alpes Dolomíticos e regiões vizinhas.

Tem que ser anotado que o LADINO também tem suas variações de conformidade com o local que é falado. Entre as variantes a mais notável é o Ladino Dolomítico, falada fluentemente em Val di Fassa (Trentino), Val Gardena, Val Badia, Marebbe (Alto Ádige) e Livinallongo, Colle e Ampezzo (Vêneto). Esses territórios que pertenceram à MONARQUIA DOS HABSBURGOS até 1918, constituem o chamado Laden.
Em Vêneto, para além da área Ampezzo inquestionavelmente ladino, a língua é falada no Cadore e Comelico sob a forma de LADINO CADORE, reconhecido como tal, embora por razões históricas e políticas nesta área é por vezes ignorado com relação ao ex-Laden território adjacente Austro-Húngaro, onde o impulso para o reconhecimento de minoria étnica e linguística tem sido historicamente mais forte.
No oeste do Trentino em vez disso, Val di Nom, Val di Sole, Val di Peio e Val di Rabbi, são dialetos comuns de Ladin indubitávelmente, mas atualmente não é politicamente reconhecido como tal, e o seu desenvolvimento têm uma forte influência da Lombardia. Estes dialetos são também referidos LADINIANO ANAUNICO.
Fonte: http://it.wikipedia.org/wiki/Lingua_ladina
LA LIGRIE (canção tradicional friulana em LADINO)
E la ligrie 'e jè dai zòvins (3 v.)
e nò dai vécjos nò dai vécjos maridaz.
Le an piardùde biel lant a messe (3 v.)
e in chè di e in chè di che son sposaz.
Rit. Ciribiribin doman l'é festa
ciribiribin non si lavora
ciribiribin g'ho l'amorosa
ciribiribin d'andà a trovar.
E cjolmi me, cjolmi ninine (3 v.)
che jo ti doi di mangjâ bem.
http://www.musicamedia.it/68allegrie.htm
TRADUÇÃO PARA O ITALIANO:
E l'allegria la vien dai giovani (3 v.)
e no dai vecchi no dai vecchi già sposa'.
E l'han perduta andando a messa (3 v.)
e da quel dì e da quel dì che son sposa'.
Rit. Ciribiribin doman l'é festa
ciribiribin non si lavora
ciribiribin g'ho l'amorosa
ciribiribin d'andà a trovar.
E prendi me, o mia ninina (3 v.)
che io ti dò da mangiar dò da mangiar ben.
http://www.youtube.com/watch?v=WNkD9V2-KOQ
http://www.youtube.com/watch?v=wCSIdQpSTeM
TRADUÇÃO PARA O PORTUGUES:
E a alegria vem dos jovens
e não dos velhos, não dos velhos casados.
E eles perderam indo à missa
Aquele dia, aquele dia em que iam casar.
Ciribiribin amanhã é a festa
Ciribiribin não se trabalha
Ciribiribin Eu tenho o amor
Ciribiribin para encontrar.
E leve-me, ó minha menina
que eu dou eu dou de comer, de comer bem.
Crédito da foto do mapa acima:
http://www.portalveneza.com.br/
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Uma época, um estilo de vida, uma pintura
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
O Reino de Nápoles

Porém do meu lado paterno, a familia antiquíssima e medieval dos Donaddeo, depois deu origem a dois ramos gigantes e tradicionais: Os Naddeo (depois: Nadeo; e depois já no Brasil: Nadeu); e os Addeo (que no Brasil se dividiu em outros dois grandes grupos: Addeo e Addeu). Sou descendente tanto dos Nadeu quanto dos Addeu - parentes entre sí do grande grupo familiar medieval Donaddeo. Esta parte familiar pertenceu ao sul da Itália ao Grande Reino de Nápoles.
O Reino de Nápoles foi na Idade Média um Reino riquíssimo e de vasto Império, sabendo-se que o Rei de Nápoles, sendo muito católico, dava grandes somas de dinheiro como donativo para as Cruzadas.
O Reino de Nápoles foi um Estado que existiu, com alguns intervalos, do século XIII ao século XIX, cujo território abrangia as atuais regiões italianas da Campânia, Calábria, Puglia, Abruzzo, Molise, Basilicata, e alguns territórios do atual Lácio (Gaeta, Cassino, e áreas atualmente na província de Rieti, como Cittaducalle, Amatrice, Cicolano, etc.)
(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_de_N%C3%A1poles
Teve origem na antiga cidade grega de Neapolis. Foi conquistada pelos romanos no século IV AC. No século VI, passou para domínio bizantino e, no século VIII, constituiu-se em ducado independente. Em 1139, passou a pertencer ao Reino da Sicilia. A universidade foi fundada em 1224. Passou a ser, no final do século XIII, a capital do reino. Em 1282, passou para a coroa de Aragão, sendo denominado Reino de Nápoles. No século XVIII, passou a ser independente, sendo anexado ao Reino da Sardenha em 1860 e ao da Itália em 1861. Nessa cidade, nasceram os Papas: Bonifácio V, Urbano VI, Bonifácio IX, Paulo IV, e Inocêncio XII.

Localizada no golfo de Nápoles, no Mar Tirreno, é um porto de grande importância e o principal centro industrial e comercial do sul do país. É, também, um centro turístico pois nos seus subúrbios localizam-se vários locais de interesse: o vulcão do monte Vesúvio, as ruínas de Pompéia e de Herculano e as ilhas de Capri e de Ischia. O seu centro histórico foi declarado patrimônio mundial pela UNESCO.
Nápoles, nos dias de hoje, é reputada como sendo uma das cidades mais perigosas da Europa, por causa de sua elevada taxa de pobreza (32%) e a elevada taxa de criminalidade e desemprego. Todos os anos, ocorrem centenas de mortes causa das guerras de clãs dentro da máfia local, a Camorra.
http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%A1poles
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
A música daquela época

Falei do aspecto religioso da histórica Itália, porém outros aspectos enriqueceram o passado histórico: as artes.
Inegável que a Itália foi o berço da música. Grandes maestros foram estudar música na Itália para depois tocarem na Corte da França, Áustria, etc.
Entre tantos grandes músicos italianos, vou mencionar um da terra de meus bisavós: Vivaldi.
Li uma história de que pelos idos anos de 1700 um talentoso músico italiano, soube do prodígio “Vivaldi” e quiz ver com seus próprios olhos quem era esse violinista do qual todos falavam. Ao chegar na Região do Vêneto, assistiu um concerto onde Vivaldi demonstrou sua arte. Dizem que o tal músico ficou tão admirado pela perfeição com que Vivaldi, com seu arco, atacava as cordas que achou melhor entrar na escola de música novamente.
Depois de sua morte, Vivaldi ficou esquecido por 100 anos, mas depois estudantes o re-descobriram ao estudar os grandes músicos que copiaram algumas musicas suas, entre eles: Bach.
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 4 de março de 1678 – Viena, 28 de julho de 1741), compositor veneziano do estilo barroco. Era conhecido como il prete rosso (o padre ruivo), por ser um sacerdote de cabelos ruivos. Era o mais velho de sete irmãos. Ingressou no seminário aos 15 anos de idade, foi ordenado em 23/09/1703. Mas posteriormente foi dispensado de rezar missa por problemas de saúde e então passou a se dedicar inteiramente para a música.
Seu pai, Giovanni Battista Vivaldi, violinista, ensinou-lhe os segredos da música e assim tornou-se um excepcional virtuose, a ponto de substituí-lo, na orquestra da Capela Ducal de São Marcos.
Antonio Vivaldi se dedicou ao ensino de violino num orfanato de moças chamado Ospedale della Pietá em Veneza, uma instituição exclusivamente feminina com excelente reputação artística, criada para acolher jovens órfãs ilegítimas. Além de organizar concertos beneficentes, Vivaldi preparava as jovens para carreira de professoras de música, canto e prática instrumental. Algumas órfãs mais bem dotadas para a música, formaram uma orquestra. Os visitantes se surpreendiam ao ver mocinhas tocando instrumentos "insólitos", como clarineta e oboé.
Pouco tempo após a sua iniciação nestas novas funções, as crianças ganharam-lhe apreço e estima; Vivaldi compôs para elas a maioria dos seus concertos, cantatas e músicas sagradas.
Não faltaram más línguas que pudessem difama-lo com insinuações maliciosas com as moças, porém nada nunca foi provado. Vivaldi era um padre que tinha problemas de saúde, e Anna Giraud, uma das discípulas que ficou famosa como contralto, estrelando suas óperas em turnês pela Europa (Roma, Amsterdã, Praga, Viena) durante 14 anos, tinha reputação de mulher séria e não a de quem se envolve em ligações consideradas escandalosas para a época. No entanto, a maioria dos biógrafos de Vivaldi insinua um caso amoroso entre os dois.
No auge de sua fama, Vivaldi mudou-se para Viena, para trabalhar na corte do rei, mas este morreu antes de sua chegada. Um ano depois, em 28 de julho de 1741, sofrendo de uma “inflamação interna”, Vivaldi morre na casa da família Satler, que o acolhera.
Vivaldi, tal como muitos outros compositores da época, terminou sua vida em pobreza. Encontra-se sepultado na Universidade Tecnológica de Viena, na Áustria. Foi-lhe dada uma sepultura anônima de pobre. Porém na Catedral de St. Etienne foi rezada uma missa de réquiem, onde um dos cantores foi o, então muito jovem, Joseph Haydn.
Sua música viria a cair no esquecimento até os anos de 1900, quando é re-descoberta.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Formação religiosa de meus ancestrais e os Licores

Ao escrever a história de minha família, muitas vezes, me vejo na obrigação de descrever também o lugar e a época, o ambiente e os costumes, nos quais viveram nossos antepassados, pois tudo isso ajuda a formar uma visão mais completa. A busca de livros idôneos, as músicas de época, a indumentária, o dia-a-dia, os fatos históricos, sempre foi minha preocupação. Minha biblioteca tem livros muito bons que adquiri ao longo de minha vida, e que foi composta por uma meticulosa, insistente e interminável busca.

Um dos fatores que muito me ajudou a entender os costumes e certos hábitos de pessoas mais antigas de minha família, foi o tipo de formação religiosa que tiveram.
Também, não é de se admirar que tivessem uma admirável conduta Católica, pois toda a Itália estava repleta de Santos do maior quilate.
Começamos pelo Grande São Francisco de Assis. O mundo se maravilhou com seus ensinamentos e que perduram até os nossos dias. Sem contar Santa Clara, que enfrentou um ataque de mouros carregando consigo o Santíssimo Sacramento, obtendo a
retirada do inimigo. E ao pronunciar seu santo nome os lobos se afastavam das cidades.Muito de fala em ataque de lobos, que havia aos montes nas florestas da Itália. Também bem ao norte havia ursos. Contam as crônicas que os homens se reuniam para ir caçar ursos. Para que fossem protegidos do frio da neve, suas
esposas ou namoradas preparavam um licor a base de amêndoas, para que levassem consigo e bebessem enquanto caçavam os ursos. E como era feito com amor, tinha o sabor muito aveludado, esse licor ficou sendo conhecido por “amaretto”, e por que era na época de inverno e de caça aos ursos, ficou sendo conhecido como “Amaretto dell’Orso” – licor esse muito apreciado até os dias de hoje. Uma versão do licor menos aveludada e mais forte era conhecida como “Amaretto DiSaronno”.Entre licores e Santos... que passado abençoado....

Natural da Espanha e extremamente inteligente, de uma força apostólica enorme, viajou por todo o Norte da Itália, convertendo muitas pessoas até Roma: Santo Inácio de Loyola. Sua atuação apostólica na Itália foi tão grande e benéfica que chegou a ser odiado até a morte por homens revolucionários e sua grandiosa Companhia de Jesus foi muito perseguida pelos maus.
Até de Portugal veio um grande santo fazer de Padova sua morada, tanto que sendo Santo Antonio de Lisboa, passou a ser conhecido como Santo Antonio de Pádua. Na cidade de Padova (ou Pádua) há uma igreja lindíssima com as relíquias deste grande santo.
Deixei para o final deste artigo o mais importante. Não importante pela santidade por que santidade não se compara, mas pela importância de sua vocação. Sendo Patriarca na cidade de Veneza, Giuseppe Melchiorre Sarto foi eleito o Chefe Supremo da Igreja: O Papa São Pio X, tão próximo de nossa época, nos deixando encíclicas e documentos importantíssimos.
Não posso numerar aqui a quantidade de Santos que, de Norte a Sul da Itália, enriqueceram a história italiana, pois são muitos. Citei apenas alguns que se destacaram de forma extraordinariamente bela e grandiosa no curso da História da Itália e que de certa forma, direta ou indiretamente, contribuíram para a formação dos nossos ancestrais. Pois o ambiente é formado pelos homens de sua época.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Praça de Santa Maria Formosa - Veneza
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Origem dos dialetos italianos
Quando minha mãe começou estudar alemão, fiquei impressionado ao ver a facilidade com que ela aprendia e progredia no seu estudo do idioma germânico. Bem depois, quando comecei a estudar a história de minha família, é que eu entendi a grande influência da Alemanha e mais especialmente da Áustria no Norte da Itália, bem como a inclusão das terras do Sul do Tirol no Norte da Itália. Meu bisavô tinha olhos azuis bem claros e meu avô materno, os olhos verdes escuros. Quando falavam entre sí, inclusíve com minha bisavó, o dialeto de Vêneto era bem presente.O dialeto vêneto pode ser diferenciado do italiano veneziano, o dialeto do italiano influenciado pelas características venezianas locais, que também é falado na região. (Veneza é a Capital do Vêneto) Compare:
Vêneto: Marco el xe drio rivar ("Marco está chegando")
Italiano veneziano: Marco (el) sta rivando
Italiano padrão: Marco sta arrivando
Muitas regiões italianas já tiveram um substrato lingüístico diferente antes da conquista da Itália pelos romanos: o norte da Itália tinha um substrato celta (essa parte da Itália era conhecida como Gália Cisalpina, "Gália desse lado dos Alpes"), o substrato Ligúrico, ou o substrato Vêneto. A Itália central tinha um substrato etrusco, e o sul da Itália tinha substratos itálicos e gregos.
Tudo isso começou uma diversificação no modo de falar o latim (a língua do Império Romano).
Devido à longa história de separação em pequenos Estados e a colonização por potências estrangeiras (especialmente França, Espanha e Áustria-Hungria) que a Itália sofreu entre a queda do Império Romano do Ocidente e a unificação italiana em 1861, foi uma ampla oportunidade para a diversidade lingüística.
Por outro lado, a expressão "dialetos italianos" é imprecisa visto que os dialetos não derivam do italiano padrão, mas diretamente do latim falado, frequentemente chamado de Latim vulgar: foi o italiano que foi derivado dos dialetos e não o sentido contrário.
http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADnguas_da_It%C3%A1lia












